Esporte

Saudade e inspiração

 

 

 

Saudade e inspiração

Lá fora, no dia 29 de novembro de 2016, a manhã no Brasil nascia cinzenta e fria, não da temperatura, mas de tristeza. Sonhos foram ceifados e 71 vidas foram destruídas pela imprudência da companhia aérea boliviana LaMia, que não calculou o combustível para chegar a Medellín, onde a equipe da Chapecoense disputaria a primeira final internacional, contra o Atlético Nacional, pela Copa Sul-Americana, deixando o avião cair nas montanhas de Antioquia, região andina da Colômbia. Um ano se passou e o misto de emoções está sintetizado em uma única palavra: saudade.

Há treze dias, o vestiário da Associação Chapecoense de Futebol voltou a festejar aos pulos, com camisetas para o alto e a doce adrenalina da vitória. Quase um ano após a tragédia que o deixou em frangalhos, o clube garantia sua permanência na primeira divisão do Brasileirão. O grito da torcida, "Vamos, vamos, Chape" não soava tão alegre desde 23 de novembro de 2016, quando o time pequeno invadiu, eufórico, o mesmo vestiário, após se classificar para a final da Copa Sul-americana.

Cinco dias depois, o avião que os levava para disputar a final caiu em Cerro Gordo, transformando a história de conto de fadas em uma das maiores tragédias do esporte mundial. Setenta e uma pessoas morreram, quase todas integrantes do clube - 19 jogadores, 14 membros da comissão técnica e nove dirigentes -, além de 20 jornalistas. Houve apenas seis sobreviventes. Mas nem em meio ao choque o time pensou em se render.

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