Música

Novo disco de Chico Buarque traz canções de amor e crítica social

 

 

 

Novo disco de Chico Buarque traz canções de amor e crítica social

O novo disco de Chico Buarque de Hollanda, “Caravanas”, chega às lojas físicas e digitais na sexta-feira, dia 25. Há mais de um mês, contudo, ele é uma pauta movimentada nas redes sociais. O sucessor de “Chico” (2001) é aguardado com ansiedade pela imensa massa de fãs do cantor (“chicolatras”, como se autoreconhecem muitos deles) e com azedume pelos detratores mais dedicados (o tipo de gente que leva para o lado pessoal a aparição de um novo trabalho de um artista de que não gostam).

Nesta terça-feira, dia 22, a gravadora Biscoito Fino liberou o trabalho para audição. As primeiras impressões do disco são boas. Não é nada que vá revolucionar a MPB ou impactar a discografia do compositor, mas deve cair fácil no gosto dos fãs (sem que seja preciso testar a fidelidade com o ídolo). 

No fim de julho, foi lançado digitalmente “Tua cantiga”, primeiro single do álbum. Parceria de Chico com o pianista Cristovão Bastos, é ela quem abre o disco. Bastos ao piano, o baterista Jurim Moreira e o cearense Jorge Helder no baixo acompanham Chico, cantando as juras de amor exageradas de um amante, que promete deixar mulher e filhos para trás, aos caprichos da amada. Houve polêmica: uns atacando o “machismo” da letra; outros, mais moralistas, a “apologia ao adultério”. Bobagens de quem acha que qualquer obra de arte tem que seguir o padrão confessional e opinativo de um “textão” no Facebook.

“Caravanas” destoa de “Chico”, ao trazer um Chico Buarque de Hollanda mais tradicional, trilhando ramos bem sucedidos de seu cancioneiro - o amor e as relações, quase sempre; e os quadro sociais, em um ou outro momento. No álbum de 2011, havia uma melancolia que atravessava as músicas e uma reincidente reflexão sobre a velhice. O disco, por isso, se conectava com o romance autobiográfico “O irmão alemão”, que o compositor lançou três anos depois. Aqui, Chico até banca o ficcionista, mas com um olhar para fora - ou, se é o caso de ser radicalmente pessoal, as referências são bem cifradas.

Ainda para falar de amor: é bonito o bolero de linha tradicional “Casualmente”, que Chico compôs com Jorge Helder para a cubana Omara Portuondo, que não chegou a gravá-lo. Aqui, o dono do álbum se divide entre o espanhol e o português.

Das nove canções do álbum, “Tua antiga” não é a única que os fãs já conhecem. Chico colocou sete inéditas em “Caravanas” e trouxe outras duas, de safras mais antigas e já registradas em sua voz. “Dueto” sempre foi o que o título entrega, um encontro de vozes. Nara Leão a lançou em um LP, de 1980, com a participação de Chico. Em 2001, ele cantou os mesmos versos com Zizi Possi. A parceira da vez é a neta Clara Buarque, filha de Carlinhos Brown. O arranjo é mais próximo da versão com Nara, sem que a voz de Clara faça sombra à da bossanovista. A neta de Chico faz a linha Mallu Magalhães, Clarice Falcão: tudo muito fofinho, mas sem relevo. O avô até atualiza seus versos, incluindo referência ao “Face”, ao WhatsApp, ao Tinder e outros canais das paixões contemporâneas. (Melhor se sai Chico Brown, irmão de Clara, e parceiro do avô em “Massarandupió”, espécie de valsa com arranjo orquestral de Luiz Claudio Ramos).

O presente de Paulo Miklos

 

 

 

 

O presente de Paulo Miklos

Longe dos Titãs há um ano, Paulo Miklos lança seu terceiro álbum solo, "A gente mora no agora"

 

Do lançamento dos dois primeiros álbuns solo até o terceiro, Paulo Miklos (58) viveu 16 anos. "A gente mora no agora", disponível desde a última sexta-feira (11) nas plataformas digitais, é, no entanto, praticamente a estreia solo de Miklos, após sua saída dos Titãs. Ex-vocalista da clássica formação do rock nacional, ele se revela atualizado e se permite compor em parceria entre veteranos (Erasmo Carlos, Guilherme Arantes) e novos músicos (Tim Bernardes, Mallu Magalhães, Russo Passapusso, e outros).

Lançado pela Deck Disc e pelo programa Natura Musical, o álbum sucede o primeiro disco homônimo (1994) e "Vou ser feliz e já volto" (2001). Paulo Miklos, voz de clássicos dos Titãs como "Sonífera Ilha", "Bichos Escrotos" e "Pra Dizer Adeus", contou com a produção de Pupillo (Nação Zumbi) e coprodução de Apollo Nove.

Embora tenha contado com um quadro heterogêneo de parceiros para compor e gravar o disco, a sonoridade das 13 faixas mantém uma unidade que aproxima Miklos, marcado pela identidade roqueira dos Titãs, de suas referências da música brasileira. Os versos da primeira faixa, uma parceria com o rapper Emicida, inspiraram o título "A gente mora no agora".

"Fizemos essa canção juntos, a letra é dele. Quando ele diz 'trouxe o ontem no peito', fala dessa coisa da (longa) estrada. E desse meu momento de reconstrução, de um disco que traz uma nova imagem minha", revela Paulo Miklos, em entrevista por telefone.

Questionado se, esteticamente, o novo álbum guarda alguma relação com os dois discos anteriores, Miklos situa que está causando uma "confusão", de propósito, para deixar claro que o trabalho inaugura uma nova fase. Ele enfatiza que, livre da agenda dos Titãs, teve oportunidade de se entregar mais à carreira solo.

"São experiências bem diferentes. No primeiro disco fiz tudo sozinho: letras e músicas. Cantei e toquei em todas as faixas. Foi um exercício individual mesmo, e teve um caráter de conversar um pouco com o que os Titãs fizeram no 'Titanomaquia' (1993)", detalha Paulo Miklos, sobre um dos álbuns mais pesados e influentes da carreira da banda paulistana.

Já para o segundo trabalho, ele teve a mão do produtor Dudu Marote (Skank, Pato Fu). "E o terceiro vem com todo esse aprendizado. Para esse disco, quis deixar escrito a minha formação na música popular brasileira. Cresci ouvindo MPB e quis deixar claro essas referências", conta Miklos.

Morre o cantor Luiz Melodia, aos 66 anos

 

 

 

Morre o cantor Luiz Melodia, aos 66 anos

O cantor e compositor carioca Luiz Melodia morreu na madrugada desta sexta (4), aos 66 anos, no Rio de Janeiro (RJ). O músico estava internado no hospital Quinta D`or (Zona Norte da capital fluminense) e faleceu em decorrência das complicações de um câncer na medula óssea.

Melodia começou o tratamento em julho de 2016 e precisou ser internado no último mês de março. Em maio, foi submetido ao transplante de medula. 

De acordo com familiares, o artista estava se recuperando progressivamente. Ainda no ano passado, ele sofreu um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Batizado como Luiz Carlos dos Santos, o músico era filho de Oswaldo Melodia, um sambista do morro do Estácio, um dos berços do samba tradicional carioca. 

Influenciado pela verve musical do pai, Melodia precisou contrariá-lo para seguir carreira na música. Oswaldo queria que o filho estudasse e virasse "doutor". 

BR-116 é tema de nova música de Vicente Nery

 

 

 

BR-116 é tema de nova música de Vicente Nery

Vicente Nery entrou em estúdio no início da semana para gravar a nova canção de trabalho. A música, composição do próprio Vicente, é intitulada “BR 116”.

“Essa canção eu fiz pensando nos meus colegas de profissão, viajantes, motoristas de ônibus, de caminhão e todas as pessoas que passam mais tempo nas estradas da BR 116 do que na sua própria casa”, conta Vicente Nery.

Confira um trecho da letra: “Eu sou poeta, sou cigano. Vivo pela estrada. A 116 me leva a Serra Talhada, de Serra para Caruaru, Gravatá e Carpina, Recife, João Pessoa, Natal e Campina”.

Justin Bieber se explica após cancelar turnê mundial

 

 

 

Justin Bieber se explica após cancelar turnê mundial

Nesta quarta-feira (2), Justin Bieberse pronunciou sofre a decisão de cancelar o restante de sua turnê mundial “Purpose”. Em um textão publicado no Instagram, o astro teen tentou explicar os motivos que o levaram a dar uma pausa na carreira.

Após agradecer o carinho e apoio dos fãs, Bieber afirmou que chegou ao limite e que tirou esse tempo para cuidar de si mesmo.

O aprendizado e o crescimento nem sempre foram fáceis, mas saber que que eu não estou sozinho me manteve indo em frente. Eu deixei minhas inseguranças terem o meu melhor algumas vezes, deixei meus relacionamentos malsucedidos ditarem o jeito com que eu agi perante as pessoas e o modo que as tratei! Deixei a amargura, ciúme e medo tocarem a minha vida! Eu sou extremamente abençoado por ter tido pessoas nos últimos anos que em ajudarem a reconstruir o meu caráter, fazendo eu me lembrar de quem eu era e quem eu quero ser!”, iniciou o cantor.

No desabafo, ele ainda disse que quer se transformar em um homem melhor: “Eu estou muito ciente de que nunca serei perfeito, e eu seguirei cometendo erro. Mas não deixarei o meu passado ditar o meu futuro. Não tenho vergonha de meus erros. Eu quero ser um homem que aprende com eles e evolui. (…) Eu dando um tempo nesse momento significa dizer que quero ser sustentável. Quero que minha carreira seja sustentável, mas também quero que minha mente, coração e alma também o sejam. Para que assim eu possa ser o homem que desejo, o marido que eu eventualmente quero ser e o pai que quero ser.”

“Essa mensagem é apenas uma oportunidade para que vocês conheçam o meu coração. Eu não estou esperando que entendam. Mas eu quero que as pessoas tenham uma oportunidade de saber o porquê de eu ser assim”, finalizou Justin Bieber.

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