Política

Aécio não renuncia, mas Tasso segue no comando

 

 

Aécio não renuncia, mas Tasso segue no comando

Senador peessedebista e ex-candidato à Presidência da República justificou seu apelo dizendo que saída seria uma confissão de culpa, após ser acusado de pedir propina ao empresário Joesley Batista, da JBS

Brasília. Após uma nova queda de braço sobre o comando do PSDB, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) conversaram, ontem, e descartaram uma renúncia de Aécio à presidência da sigla. De acordo com Tasso, que é presidente interino do PSDB, o mineiro pediu para permanecer como licenciado do cargo. O argumento usado seria de que uma renúncia definitiva significaria uma "confissão de culpa".

Além disso, é levado em conta o fato de que está prevista para 9 de dezembro a convenção nacional do partido, que elegerá nova presidência.

O senador cearense disse que Aécio tomou sua decisão, mas que ele está "consultando as bases" para decidir o que deve fazer. "Ele me fez um apelo e estou ouvindo a posição de que está muito perto (da convenção) e (deixar a presidência) seria causar um novo tumulto", disse logo após a reunião com Aécio. Apesar de deixar numa condicional, o tucano dá sinais de que permanecerá na sigla até o fim do ano.

Segundo ele, Aécio disse que não ocupará nenhum protagonismo nem no PSDB nem na política nacional. Ele teria dito que se concentrará em duas coisas: defender-se das acusações a que responde na Justiça e cuidar de sua base eleitoral em Minas Gerais. Segundo colocado nas eleições presidenciais em 2014, Aécio tem seu mandato como senador encerrado no fim de 2018, quando deve disputar o cargo novamente ou optar por uma vaga na Câmara se quiser manter foro no STF (Supremo Tribunal Federal).

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