Política

"Se Lula é o Messi, prefiro ser o Neymar", diz Doria em Fortaleza

 

 

"Se Lula é o Messi, prefiro ser o Neymar", diz Doria em Fortaleza

O prefeito de São Paulo, João Doria, atacou nesta sexta-feira (18) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em resposta às declarações do petista em Salvador, onde inicia caravana pelo Nordeste para alavancar sua pré-candidatura à presidência.

Na Bahia, Lula se comparou ao argentino Lionel Messi, cinco vezes eleito o melhor do mundo, afirmando que o tucano ataca quem quem está na frente das pesquisas -no caso, o ex-presidente. "O Lula me atacou e disse que é o Messi. Pois então Lula, eu te digo que eu prefiro ser o Neymar, que é brasileiro e negro, Lula. Essa é a minha escolha", disse Doria no início da tarde desta sexta, em evento que participou em Fortaleza com a presença de líderes empresariais do Ceará.

Pouco antes, Doria já havia chamado Lula de "sem-vergonha, mentiroso, preguiçoso e covarde" por críticas que diz ter recebido do ex-presidente, entre eles o fato de estar viajando muito. Somente em agosto Doria já esteve em três capitais do Nordeste, Salvador, Natal e Fortaleza, e ainda nesta sexta visita uma quarta, Recife. 

Lula diz não ser o problema do país: 'Se fosse, me matava’.

 

 

 

Lula diz não ser o problema do país: 'Se fosse, me matava’.

No primeiro discurso da caravana pelos Estados nordestinos, em Salvador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se comparou a Tiradentes, criticou as elites "de São Paulo" e disse não ser o problema do país.

"O problema [para os adversários] não é o Lula, são os milhares de brasileiros que tem consciência política. Se o problema fosse eu, eu me matava", disse, afirmando na sequência que não quer ser "nenhum revolucionário, mas um despertador de consciências".

Ao citar o mártir da Inconfidência Mineira, Lula disse que Tiradentes foi resgatado e transformado em herói durante a Proclamação da República pela elite que apoiou a sua morte no final do século 18. "Gente lá de São Paulo", afirmou.

Falando para uma plateia de militantes petistas, Lula falou que está sofrendo uma "perseguição".

"Eles pensam que me incomodam, e às vezes incomoda, mas não estou com medo do que está acontecendo comigo. Mas [estou com medo] dos milhões de crianças que estão ficando desnutridas no Brasil, do Brasil ter voltado ao mapa da fome", disse o ex-presidente.

Lula também lamentou a decisão da Justiça Federal de suspender a entrega de um título de doutor honoris causa da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano). E criticou o vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), que moveu a ação popular pedindo a suspensão da honraria.

"Ele tem o direito de não gostar de mim porque ele é do DEM e quem é do DEM não precisa gostar de mim porque eu não gosto deles. Talvez esse vereador não pediu [a suspensão] pelo que eu fiz, ele está com medo é que eu receba o título pelo que vamos fazer daqui para frente", afirmou.

O ex-presidente afirmou que a entrega do título é "uma formalidade", mas que vai à cidade de Cruz das Almas, sede da universidade, "dar um beijo na testa do reitor e dos professores e um abraço nos alunos".

Capitão Wagner é pré-candidato ao Governo do Ceará e diz que, por enquanto, continua no PR

 

 

 

Capitão Wagner é pré-candidato ao Governo do Ceará e diz que, por enquanto, continua no PR

O capitão acredita que amadureceu muito com a disputa no ano passado para a Prefeitura de Fortaleza.

O deputado estadual Capitão Wagner foi entrevistado, nesta quinta-feira (10), no programa de rádio Ceará News e confirmou que é pré-candidato ao Governo do Ceará em 2018. “Amadurecemos muito com a disputa no ano passado para a Prefeitura de Fortaleza, e temos capacidade, juntamento com os aliados, de construir um projeto para tirar o Estado do Ceará desse caos que se encontra na Segurança Pública, na Saúde, na geração de emprego e renda e na geração de oportunidades”.

Ele também reafirmou que a fala do deputado federal Cabo Sabino, de que o governador Camilo Santana estava com tudo para ganhar as eleições do próximo ano no primeiro turno, foi uma forma de sacudir a oposição a escolher nomes para a disputa. “A ideia do Cabo Sabino era chamar as oposições para o debate, instigar o debate para a definição de nomes. Sabino faz parte do bloco de oposição”.

Tasso Jereissati é o parlamentar brasileiro mais bem avaliado, aponta ranking

 

 

 

Tasso Jereissati é o parlamentar brasileiro mais bem avaliado, aponta ranking

 

O senadorTasso Jereissati (PSDB-CE) é o parlamentar brasileiro mais bem avaliado, de acordo com o ranking realizado pelo portal www.politicos.ogr.br, que avalia o desempenho de políticos de todo o Brasil. O cearense aparece em primeiro lugar na lista com 423 pontos.

No quesito "presença nas sessões", que compara o percentual de faltas do parlamentar com a média de faltas dos demais políticos, Tasso Jereissati soma 12 pontos, tendo 26 faltas justificadas e apenas uma que não foi.  

Em outro item, o cearense soma 360 pontos em "qualidade legislativa", em que é levado em consideração, principalmente, a contribuição para o combate à corrupção, aos privilégios e ao desperdício de recursos públicos. 

Tiririca critica Congresso e diz que deve largar a política

 

 

 

Tiririca critica Congresso e diz que deve largar a política

No sétimo ano consecutivo de mandato, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), está desiludido com a política e propenso a encerrar a carreira parlamentar em 2018. Em entrevista ao Broadcast Político nesta quinta-feira (3), um dia após votar pela abertura de investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, ele criticou o Congresso Nacional e diz não ter o "jogo de cintura" exigido para ser político. "Não vai mudar. O sistema é esse. É toma lá, dá cá", afirmou.

Um dos deputados mais assíduos da Câmara, mas que só usou o microfone três vezes no plenário, Tiririca vê a maioria dos parlamentares trabalhando para atender interesses próprios, em detrimento do povo. Ele avalia que há parlamentares bem intencionados, mas que não conseguem trabalhar porque o "sistema" não deixa. 

"A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra. Tu me faz um favor, que eu te faço um favor. Eu não trabalho dessa forma", desabafou.

Tiririca conta que, certo dia, uma rapaz o procurou para oferecer um "negócio" de aluguel de carro. "O cara disse, 'bicho vamos fazer assim, tal, o valor tal'. Eu disse: acho que você está conversando com o cara errado. Não uso carro da Câmara, o carro é meu. Ele disse: 'não, é porque a maioria faz isso'", relatou o parlamentar, sem dar nomes e mais detalhes sobre o fato. "Fiquei muito decepcionado com muita coisa que vi lá", acrescentou. 

Após se eleger duas vezes deputado com mais de um milhão de votos em cada uma das eleições, Tiririca acha que não tem como continuar na política. "Do fundo do meu coração, estou em dúvida e mais para não disputar", confessou. Questionado se a aversão a políticos tradicionais não poderia favorecê-lo, ele respondeu: "Pode ser que sim ou que não. Mas, para fazer o que? Passar oito anos e aprovar um projeto", disse o deputado, que só conseguiu aprovar uma de suas propostas em sete anos de mandato: a que inclui artes e atividades circenses na Lei Rouanet.

Tiririca confessa que disputou o primeiro mandato, em 2010, apenas para tentar ganhar visibilidade como artista. Mudou de ideia quando foi eleito com 1,3 milhão de votos, o que o tornou o deputado mais votado do País. "Aí disse: opa, espera aí. Teve voto de protesto, teve. Mas teve voto de pessoas que acreditam em mim. Não posso brincar com isso", afirmou. À época, o deputado foi eleito ao usar o slogan "Pior do que está não fica" durante sua campanha. 

Em 2014, decidiu disputar reeleição "para provar que não estava de brincadeira e que fiz a diferença na política". E foi reeleito com 1,016 milhão de votos.

No segundo mandato, Tiririca votou tanto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e pela abertura de investigação contra Temer, mesmo com a pressão da direção partidária sobre ele. "Tem um ditado que minha mãe fala sempre: errou, tem que pagar", disse.

Para o deputado, os indícios apresentados contra o presidente "era coisa muito forte". "Acho que ele tinha que entregar os pontos e pedir para sair. Foi muito feio, muito agressivo para o País essas denúncias", afirmou.

Quando perguntado se o Brasil tem jeito, lembrou uma música "das antigas" de Bezerra da Silva, cujo refrão diz "para tirar meu Brasil dessa baderna, só quando morcego doar sangue e saci cruzar as pernas". 

Com toda a desilusão e os planos de deixar a política, Tiririca voltou a fazer shows como palhaço há cinco meses. O espetáculo conta a história de vida dele e é exibido de sexta a domingo, cada fim de semana em um Estado. De segunda a quinta-feira fica em Brasília, onde mora com a esposa e uma das filhas.

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