Sobral e Região

Homicídios, roubos e furtos deixam a Capital cearense acuada pelo medo

 

 

Homicídios, roubos e furtos deixam a Capital cearense acuada pelo medo

A guerra entre as facções alimenta os altos números de execuções, enquanto desencoraja os assaltos

 Com o aumento da violência, falar de Segurança Pública se tornou um tabu para os moradores da Capital cearense. A reportagem esteve nos bairros que concentram os maiores índices de homicídios e roubos, e nenhum entrevistado quis ter o nome identificado nesta reportagem. Um morador da Sapiranga, que faz parte da Área Integrada de Segurança (AIS) 7, contou que toma conhecimento de vários assassinatos, na Região, todo mês.

"Ano passado, ocorreram vários homicídios. Sempre ouço falar de homicídios aqui". Entretanto, ele afirmou que, em 2018, o policiamento foi reforçado no bairro. "Nesse ano, a Cavalaria (da PM) tem estado presente, pelo menos uma vez na semana. Não tenho ouvido mais tiroteio", completou o homem.

A dinâmica do crime em Fortaleza faz com que regiões que apresentam um alto número de homicídios, também tenham poucos registros de roubos. Em contrapartida, onde acontecem poucos assassinatos, os números de roubos disparam.

De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a AIS 7 - que concentra bairros como Cajazeiras, Sapiranga, Aerolândia e Passaré, registrou o maior número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) - homicídios, lesões corporais seguidas de morte ou latrocínios - entre todas as áreas da Capital, em 2017. Foram contabilizadas 267 ocorrências somente nesta AIS.

A Sapiranga foi palco de um dos episódios mais cruéis da disputa entre as facções, no ano passado. Quatro adolescentes foram retirados à força do Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, para serem executados por uma quadrilha, na madrugada do dia 13 de novembro. O grupo responsável pela chacina é ligado ao CV e suspeitava que as vítimas integrassem a Guardiões do Estado (GDE).

A tragédia estava anunciada. Neste ano de 2018, a AIS 7 foi palco da maior chacina da história do Ceará. No dia 27 de janeiro, 14 pessoas foram assassinadas a tiros no 'Forró do Gago', na Comunidade do Barreirão, bairro Cajazeiras. A matança foi reivindicada pela facção GDE. A região onde aconteceu a carnificina é dominada por rivais do Comando Vermelho (CV).

Em Fortaleza foram contabilizados 1.978 assassinatos, em 2017. O número representou um aumento de 96,4% de CVLIs, em relação a 2016, quando foram registrados 1.007 homicídios. O crescimento vertiginoso no índice foi impulsionado, tanto na Capital como no restante do Estado, pela disputa sangrenta entre a GDE e CV, pelo domínio do tráfico de drogas.

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