Sobral e Região

Morte de Dandara: cinco réus são julgados hoje

 

 

 

 

 

 

Morte de Dandara: cinco réus são julgados hoje

Dandara dos Santos, 42, foi assassinada por 12 pessoas, entre adultos e adolescentes

O crime de LGBTfobia que chocou o País e repercutiu até internacionalmente chega a vias decisivas hoje. Cinco acusados de matarem a travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, serão julgados, hoje, na 1ª Vara do Júri, no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, a partir de 9h. Em contrapartida, dois suspeitos do homicídio seguem em liberdade.

O julgamento do 'Caso Dandara' é muito aguardado pela sociedade, mas uma pessoa em especial pensou, todos os dias, em como será esse momento: a mãe da vítima, Francisca Ferreira. "Espero que seja feito Justiça. É o que eu peço a Deus todos os dias. Quero Justiça para eles. Foi muito cruel o que fizeram. Agora, por que não vão ser todos (julgados)?!", questionou.

Apenas Francisco José Monteiro de Oliveira Júnior, conhecido como 'Chupa Cabra'; Jean Victor Silva Oliveira; Rafael Alves da Silva Paiva (o 'Buiú'), Isaías da Silva Camurça, o 'Zazá', e Francisco Gabriel Campos dos Reis, o 'Didi' ou 'Gigia', sentam na cadeira de réu hoje, pela denúncia de envolvimento no homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e na corrupção de menores.

Júlio César Braga Costa chegou a ser preso e pronunciado pela Justiça, mas recorreu da decisão e aguarda a análise do recurso, que foi distribuído à 3ª Câmara Criminal no último dia 16 de março. Já Francisco Wellington Teles e Jonatha Willyan Sousa da Silva, o 'Lourinho Briba', ainda não foram capturados pela Polícia. O advogado de 'Zazá' não atendeu as ligações, enquanto os outros defensores não foram localizados. Além dos oito adultos, quatro adolescentes foram capturados pela suspeita de matar a travesti. De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), os jovens receberam as medidas socioeducativas perante o Juízo da Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza.

Dandara foi morta a chutes, pedradas e até tiros, no dia 15 de fevereiro de 2017, na capital cearense. Cerca de um ano e um mês depois, o processo chega à reta final para mais da metade dos adultos acusados. O promotor da 1ª Vara do Júri, Marcus Renan Palácio, acredita que a rápida elucidação do crime pela Polícia Civil e pelo Ministério Público e a possível condenação dos acusados podem servir de exemplo para o combate aos crimes de ódio.

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