Sobral e Região

Transplantados do Ceará recebem medicamentos fracionados

 

 

 

 

Transplantados do Ceará recebem medicamentos fracionados

Todo dia ele faz tudo sempre igual. Não é mania ou vício, mas necessidade. As 8h marcam o horário da Ciclosporina; As 10h, do Micofenolato de sódio. À noite, descem mais duas rodadas dos mesmos medicamentos que tomou pela manhã. Diógenes Lima, 46, segue essa rotina há cerca de um ano e três meses, momento no qual passou a bombear um coração que não era o seu. O órgão oco não trouxe apenas vida renovada, mas a obrigação de vivê-la com marcações e dosagens.

Há duas semanas, o aposentado deu entrada no Hospital Dr. Carlos Alberto Studart, no bairro Messejana, com suspeita de rejeição à Ciclosporina – um dos imunossupressores tomados para que o coração continue do jeitinho que está e de responsabilidade da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa-CE). O remédio, contudo, atacou o rim, internando-o no hospital e modificando a medicação. Agora, Diógenes terá de tomar o Sirolimo, outro tipo de medicamento, dessa vez sob tutela do Ministério da Saúde. A cada trinta dias, o aposentado se desloca da casa em que mora, no município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ao Hospital de Messejana para adquirir os remédios lhe são de direito. Na última vez, se não fosse a internação, iria recebê-los de forma fracionada: só durariam 10 dias. 

“É complicado porque a gente deveria está sem essa preocupação. Já foi feito o mais sério; agora não tem que está preocupado se vai ter medicamento. Ele, porém, é apenas um dos atingidos pelo fracionamento de imunossupressores no Ceará. Algo que interrompe o cotidiano de pessoas transplantadas.

A ex-chefe de cozinha Eneida Lima Silva, 48, também vem passando pela mesma situação. Apesar de não haver falta de medicamentos, a cartela dada a ela para durar dez dias findou na manhã de um domingo, dia no qual a farmácia do Hospital não abre. “Tive de ligar pra arranjarem para mim e uma amiga ficou de mandar na manhã do outro dia”, explica a mulher.

Eneida toma três medicações diariamente, duas delas são imunossupressores: o Tacrolimo e o Micofenolato de Sódio, ambas devem ser cedidas pelo Ministério da Saúde. Transplantada do coração há um ano e sete meses, a aposentada foi receber a quantidade usual para o mês de dezembro na última sexta-feira, dia 1º, mas não tinha o suficiente. Mais uma vez, Eneida pegou as medicações para durar 10 dias.

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